top of page

(Esta seção está sendo aprimorada)

arte_home_site3_edited_edited.jpg

Gustavo Massola, paulista, 46 anos, artista plástico, documentarista e fotógrafo, formou-se em 2000 em Comunicação Social pela FAAP em São Paulo. Após transitar por rádio, produtora de TV, web e agencia de publicidade fundou sua própria agencia em 2006, encerrando suas atividades em 2011.

Após esse encerramento, Gustavo passou a realizar inúmeras viagens solitárias de carro pela Brasil Profundo, se reconectando com um caminho mais livre, resgatando a fotografia e o vídeo como expressões autorais.

Em 2013 captou, escreveu, dirigiu e montou o curta-metragem Céu de Querubins sobre a obra homônima do artista plástico Aécio Sarti. No ano seguinte Gustavo iniciou captações para o filme Saga Rupestre sobre a arqueóloga Nilde Guidon e seu trabalho na Serra da Capivara; tendo iniciado também o projeto autoral Imersões Noturnas que resultou, ao longo de sete anos, num acervo de fotografias noturnas por diversos biomas e estados brasileiros, além do documentário longa-metragem retratando experiencias diversas ao longo da construção desse acervo.

Durante os anos dedicado ao projeto Imersões Noturnas Gustavo, sempre transitando entre mundos, trabalhou em projetos corporativos para marcas como BMW e Cerveja Patagonia (sempre emproemos específicos ligados a natureza a expedicões pelo Brasil), ao passo que vivenciou múltiplas experiencias no campo do auto-conhecimento em linhas diversas, tendo por fim, se aprofundado no estudo das medicinas sagradas dos povos originários, a combinação das viagens em busca de fotografia com as vivencias cerimoniais culminou no brotar da expressão artística mais recente, a partir de 2017 iniciou suas pinturas, inicialmente em pedaços de madeira e galhos secos.

No final de 2020 em diante Gustavo aprofundou as viagens até residir por um período em uma Eco Aldeia na Serra do Espinhaço onde já vinha participando de diversãs residências de arte e agora aprofundava seu estudo. Em 2022 Gustavo passou a basear-se em Paraty, onde mantém um ateliê aberto ao público e compartilha seu acervo fotográfico e onde segue desenvolvendo o caminho das pinturas.

Especificamente com relação as pinturas, Gustavo nos apresenta, a partir da pureza de seus traços e cores, o perdurar entre a cultura e o tempo e a fusão homem-natureza; variáveis indissociáveis que compõem um conjunto de símbolos bem definidos e eloquentes, juntamente com o intercâmbio espiritual que eles nos revelam.
Um paraíso sem espaço nem idade, uma composição de identidades com matrizes afro-indígenas, que brotam da percepção primeva, do divino. Reivindica identidades do "ser" profundo que habita o outro que é si mesmo. A imagem surge como necessidade vital de captação do espiritual; a "alteridade" funde-se com "tudo" em figuras fabulosas típicas de lendas ancestrais.

Esses elementos relatam a cosmologia sagrada da floresta e o segredo que mora neles, cujas inter-relações nos oferecem espaços de força e liberdade.

A genealogia em imagens nos expressa o segredo do patrimônio material e imaterial da essência, da diversidade que nos contém e que o tempo contém. Com pincel autodidata e olhar de quem experienciou os interiores do Brasil, trabalhando com fotografia e cinema documental, Gustavo maneja uma linguagem própria entre o "Naíf" e a Arte Nativa, desvendando os enigmas da gênese em imagens, com figuras teriantrópicas e metamórficas, gerando um sonho hipnótico em quem as vê.

bottom of page